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Aventuras no teatro
Ontem fui ao teatro. Peça com Miguel Falabella e Claudia Raia, comédia. Grande expectativa, pois em Vitória quase nunca há peças de teatro de qualidade, e quando vem alguma, dá pra imaginar o tamanho da procura. Temos que comprar os ingressos com bastante antecedência.

A Rúbia foi na quinta comprá-los, queria comprar na frente e para a sessão das 20 horas, daí eu conseguiria ir ao forró depois da peça. Acabou comprando na fileira I, para a sessão das 22 horas, jogando os meus planos de ir ao forró por água abaixo. Não era muito bom assistir da fileira I, nem deixar de ir no forró, mas tudo bem, peças boas eram tão raras que valeria a pena o sacrifício.

Chegamos ao teatro e descobrimos, da pior forma possível (ou seja, pagando um micão) que os nossos ingressos eram para a galeria, e não a platéia.

Explicando melhor, o teatro onde seria apresentada a peça é uma adaptação de um antigo cinema (antigo não, jurássico!). Então há platéia e galeria, e a galeria fica bem no alto.

Quando sentamos percebemos que a visão de lá para o palco era terrível. Não dava para ver nada direito, fora que veríamos mais a cabeça dos atores que qualquer outra parte do corpo deles. E as pessoas sentadas nas fileiras da frente também atrapalhavam. Não houve surpresa ao vermos que todo mundo em volta estava reclamando.

O comentário geral era que era um absurdo a venda de ingressos na galeria para peças de teatro. Na época de cinema até faria sentido, mas para teatro era inadimissível. As pessoas que estavam sentadas nas fileiras mais atrás arrumaram um cantinho no corredor e se acomodaram. A peça começou.

Durante a apresentação, os atores faziam várias interações com a platéia, interações essas que não conseguimos acompanhar. Apesar do microfone, o nosso audio ficou prejudicado, e não era raro ver pessoas interrogando as outras sobre o que os atores haviam acabado de falar.

Ao final da peça as minhas costas estavam doendo por causa da posição que fiquei para tentar ver melhor. Abaixo uma ilustração da minha postura feita por mim:



Minha postura durante a peça


É, acho que já fiz ilustrações melhores. Bom, mas o importante é que deu pra entender como eu estava sentada e como as minhas costas precisaram de uma massagem hoje.

Mas o mais importante, e o que eu queria falar aqui, o próprio Miguel Falabella falou quando terminou a peça: "É inadimissível que uma capital da região sudeste com mais de um milhão de habitantes não tenha um teatro descente". Falou tudo, e está completamente apoiado! Espero que da próxima vez eu seja mais feliz na tentativa de ver uma peça de teatro de qualidade.

Vida moderna
Todos sabemos que a vida das pessoas tem ficado cada vez mais difícil. Temos sempre que correr cada vez mais pra conseguir cumprir todos os nossos compromissos, temos que estudar mais, trabalhar mais, e nunca é o suficiente.

Mas porque a vida tem tomado esse rumo? Tudo começou com a revolução industrial, onde os grandes empresários começaram a colocar na cabeça das pessoas o pensamento de que a produção é o objetivo de vida de todos nós, que devemos produzir cada vez mais, que isso tudo é bom para nós. No final das contas é bom apenas para eles, que estão enriquecendo cada vez mais. No início as pessoas chegavam a trabalhar até 18 horas por dia, mas o movimento trabalhista conseguiu diminuir a jornada de trabalho.

Mas mesmo com as conquistas, chegamos ao ponto em que a necessidade de produzir é tão grande que condenamos quem não produz, e não conseguimos nos aceitar sem produzir nada. Cada vez mais as pessoas se aposentam mais tarde, e quando finalmente a hora de se aposentar chega, elas ficam deprimidas por não terem mais "utilidade" no mundo.

Estamos ficando malucos, doentes, e não sabemos como agir. Nosso objetivo de vida é sempre trabalhar mais. É importante que tenhamos um objetivo claro de via, mas é mais importante ainda que esses objetivos não superem a nossa capacidade pessoal, e que consigamos fazer um meio termo aí, de forma que trabalhemos o quanto pudermos, sem prejudicar a nossa saúde.

Todos queremos o mínimo de conforto, e queremos também trabalhar para viver, não viver para trabalhar. Disso entenda-se ter dinheiro para um certo conforto dentro de casa, poder manter um carro para passeios e trabalho, ter uma casa localizada em um bairro razoável (de acordo com o seu ponto de vista pessoal), comer bem e poder se dar ao luxo de viajar de vez em quando. Na minha opinião isto é o mínimo que eu gostaria de ter pra viver sem ficar achando que eu estou apenas sobrevivendo.

Claro que além destas existem outras coisas que não são tão importantes, mas são desejáveis (poderia até dizer que são luxo) como celular de conta, computador bom, internet banda larga, tv a cabo, academia...

Mas já que não queremos trabalhar demais, uma questão fica no ar: quanto estamos dispostos a investir para conseguir tudo que desejamos?

Quando temos tudo na mão, não conseguimos ver naquele momento que pode ser muito caro, e que o tanto que trabalhamos hoje para obtê-los talvez amanhã não seja o suficiente. E será que nesse momento teremos coragem de abrir mão do nosso conforto material para ter conforto espiritual?

Em uma situação em que vc está correndo risco de precisar vender o carro, cancelar a tv a cabo, a academia, vender o computador, o celular e se mudar para um bairro mais humilde por falta de recursos vc não seria capaz de trabalhar um pouco mais e abrir mão da sua tranquilidade espiritual para manter seu padrão de vida? Aposto que praticamente todas as pessoas que estão lendo este texto fariam isso tranquilamente. Aceitariam um emprego mais estressante, uma promoção para um cargo com mais responsabilidades, horas extras, enfim, superariam sua própria capacidade pessoal para não precisar reduzir seu padrão de vida.

Infelizmente é muito mais fácil se acostumar com o que é bom do que com o que é ruim. Por exemplo, depois de comprar um carro com direção hidráulica, eu nunca mais quero ter um carro com direção comum. Acostumar com a direção hidráulica foi fácil, desacostumar com ela será impossível, e daqui pra frente vou sempre me esforçar para manter o meu padrão: carros com direção hidraulica.

PS: Meu carnaval foi bom. Confusões, como sempre, aconteceram. Vou tirar um tempinho para contar algumas delas aqui mais tarde.

Carnaval!!!
Galera, tô indo pra Porto Seguro em instantes!! Vou curtir demais!

Espero que o carnaval de vcs seja ótimo, e eu conto as novidades na volta!!!

Beijão

PS: Para vcs refletirem: o que leva uma pessoa a preferir o W2K ao WXP para computador pessoal? E ainda mais se esse alguém gosta muito de jogar e tem uma máquina muito boa? Só Froid explica.

Desfile do sábado
Galera, o desfile no sábado foi ÓTIMO!!!

Sem palavras pra explicar, foi tudo de bom. Apesar da fantasia ser pesadona, eu não senti nada quando estava dançando. Tudo foi muito perfeito.

E hoje a notícia: a MUG é campeã do carnaval capixaba 2005!!!!!

Festa na quadra da escola, cerveja e refrigerante de graça pra todo mundo. Tô indo pra lá daqui a pouco.

Ahhh detalhe: a ala que eu desfilei ganhou o prêmio de MELHOR ALA!!! Bom demais né? Não podia ser melhor para o meu primeiro desfile de carnaval.

Bjus

Pity
  • Priscila Nunes
  • 26 anos
  • Vila Velha - ES
  • Engenheira de Computação
  • Mestranda pela UFES
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