Aposto que nessa vocês não vão acreditar...
Protagonistas: Pity, pai da Pity, mãe da Pity, Marize (amiga dos pais da Pity)
Cenário: Rio de Janeiro
Esse final de semana fomos ao Rio de Janeiro, mais precisamente São Gonçalo para o casamento do meu primo.
A idéia inicial era irmos na sexta à noite, pois o casamento era de manhã e a viagem de Vitória ao Rio dura aproximadamente 7 horas de carro. Assim o meu pai dirigiria a metade do trajeto, dormiríamos em algum hotel de beira de estrada e depois voltaríamos a viajar, chegando cedinho em São Gonçalo.
Daí no sábado após o casamento iríamos no Rio, na tal rua da alfândega, que mamãe já estava falando que queria ir comprar bugiganga há duas semanas. E de noite iríamos na casa da Mônica, amiga da família, para fazer uma visita. Tudo planejado.
Mas todos vocês sabem que qualquer plano que eu faço vira uma doideira só.
Bom, a primeira doideira foi culpa da minha mãe. A gente se arrumou rapidinho para ir pro casamento, que era às 10 horas, e meus pais eram padrinhos. A rua a minha tia não era muito boa, então a gente saiu de chinelo e levou os sapatos para calçar no carro.
Era uma distância razoável da casa da minha tia até onde era o casamento, uns 30 km mais ou menos. No meio do caminho minha mãe lembrou que ela havia esquecido sua sandália nova em casa.
O tamanco que ela estava calçando era horrível. Mas como ela era madrinha, eu tive que dar a minha sandália e usar o tamanco horrível. Fiquei com vergonha a cerimônia inteira. Veja a figura abaixo e conclua se eu estou exagerando:

Veja como combinam perfeitamente!
Bom, depois disso fomos em uma churrascaria e depois pra casa. Estava caindo um toró danado no Rio, e as ruas de São Gonçalo estavam todas alagadas. O meu pai teve a idéia genial de enfiar o carro em uma rua que estava alagada e o carro parou de funcionar.
Desceu então o meu pai e minha mãe de roupa de casamento para empurrar o carro. Tentamos dar tranco e nada. Por sorte logo a frente havia uma oficina, e o mecânico fez de tudo pra fazer o carro funcionar. O motor jogava água pro alto, mas nada de funcionar. Diagnóstico: motor ferrado e carro sem andar.
Então o meu pai contactou a seguradora, que mandou um mecânico, que obviamente não resolveu o problema. Então o carro foi guinchado para a autorizada, e ficou por lá. Bom, depois disso nem preciso dizer que os nossos planos de sábado foram pro beleléu, né?
O problema todo depois disso foi: como voltar pra casa?
A seguradora disse que pagaria as passagens de avião, mas depois ligou dizendo que pagaria um taxi pra levar a gente. Meu pai obviamente não aceitou e então, depois de muita discussão, eles fecharam as passagens para nós 4, no domingo às 20:30.
No domingo, com medo de pegar engarrafamento no Rio, saímos 6 horas de São Gonçalo. Mas não havia engarrafamentos, então chegamos às 18:40. Ficamos esperando...
Às 20 horas recebemos o aviso de que o vôo estava 40 minutos atrasado... saco! Esperamos. Aproximadamente às 21:45 entramos no avião, que decolou ums 22:15.
Chegando em Vitória, aproximadamente às 23 horas, pudemos ver que estava chovendo bastante. Meu irmão Ricardo estava esperando a gente no aeroporto. Podíamos ver os raios caindo sobre Vitória... e eu da janela do avião pude ver que a gente havia passado direto do aeroporto. Aviso do comandante: "Estamos voltando ao aeroporto Galeão porque não será possível aterrisar em Vitória devido ao mal tempo". Ninguém merece! Ligamos para o meu irmão que disse que o tempo estava péssimo e o aeroporto estava fechado, então ele foi embora.
Voltamos pro Rio. Chegando lá, um tempinho depois a gente embarcou novamente para Vitória, então conseguimos finalmente chegar em casa!
Fui dormir quase 4 horas da manhã. Ninguém merece! Com certeza vai ser a minha última viagem do ano!